Origem do Homem Biscoito

A lenda do Homem Biscoito

O homem biscoito é uma lenda da Europa Medieval e se torna muito popular na época de Natal por tratar-se de um biscoito de gengibre que criou vida.

O fato de um ”pão de gengibre” (do inglês Gingerbread) ter criado vida, dá-se a vontade de um casal de velhinhos que sempre sonhou em ter um filho, mas nunca teriam conseguido depois de uma vida de tentativas.

Na lenda original, o filho do casal seria modelado a partir de argila, e teria o formato humanoide de um boneco, sem dedos e sem pés, após ser assado para ficar rígido, teria devorado toda comida da casa, e logo depois os próprios pais fazendeiros. Depois fugiria para se alimentar de outros animais do campo e os agrícolas que estariam pelas redondezas.

No conto de fadas mais popular até hoje, a versão com o casal de velhinhos perdura, mas os papéis são invertidos logo que o filho fabricado pela senhora é feito a partir de farinha de trigo e gengibre, como um pão de gengibre tradicional, no formato de um homenzinho, que criaria vida após ser assado no forno. Logo o Homem biscoito tenta escapar do velho casal, que com fome, estaria a perseguir o doce, que aos xingamentos escaparia pela janela, amaldiçoando todos os animais que o tentariam devorar, e no final foi engolido por uma raposa, que astuta o enganaria para atravessa-lo pelo rio em segurança.

A versão que ele teria sido devorada pela raposa também foi modificada, deixando-o livre para sempre, correndo pelo mundo e provocando aqueles que não são rápidos o bastante para alcança-lo, leia a seguir a lenda mais conhecida do Homem Biscoito:

Era uma vez um velhinho e uma velhinha que viviam numa velha casinha à beira da estrada. Um dia a senhora decidiu fazer um biscoito especial. “Vou fazer um biscoito em forma de homenzinho”, disse ela. Assim, preparou a massa e pô-la a cozer no forno.

Passado um pouco, ouviu uma vozinha gritando: “Deixa-me sair, deixa-me sair!”. A velhinha abriu a porta do forno e um Homem- biscoito saltou de lá de dentro. Correu pela cozinha fora e fugiu.

Chegou à estrada antes dos velhinhos, que já sem forças para correr mais, gritavam aflitos: “Volta aqui! Volta aqui, por favor! Queremos comer-te! Para, Homem biscoito!” Mas o Homem biscoito respondeu cantando: “Corre, corre, veloz e afoito, Ninguém me consegue agarrar, eu sou o Homem-biscoito!”

Enquanto corria, o homem biscoito encontrou um porco que disse: “Pare! Pare! Eu quero comê-lo!” Mas o Homem-biscoito respondeu cantando: “Corre, corre, veloz e afoito, Ninguém me consegue agarrar, eu sou o Homem-biscoito!”

No caminho encontrou uma vaca, que lhe disse mugindo: “Pareces muito saboroso!”, mas o homenzinho cantou-lhe: “Corre, corre, veloz e afoito, Ninguém me consegue agarrar, eu sou o Homem-biscoito!” A vaca correu, correu, mas não apanhou o Homem-biscoito.

Mais à frente encontrou um cavalo. “Espera, Homem-biscoito! – disse ele – Pareces muito saboroso e eu tenho muita fome.” Mas o Homem-biscoito corria mais depressa. O cavalo já galopava, mas não conseguia apanhar o Homem-biscoito, que correndo, cantava: “Corre, corre, veloz e afoito, Ninguém me consegue agarrar, eu sou o Homem-biscoito!” O Homem-biscoito corria o mais rápido que podia e estava muito orgulhoso da sua habilidade.

O homem biscoito riu e riu, até que chegou a um rio. “Oh, não!”- gritou. “Eles vão me apanhar. Como posso atravessar o rio?” Uma raposa astuta saiu de trás de uma árvore e disse: “Eu posso ajudar-te a atravessar o rio. Salta para a minha cauda: não te molhas e estarás a salvo.” “Você não me vai comer, pois não?” perguntou o Homem biscoito. “É claro que não”, disse a raposa. “Eu só quero ajudar”.

O homem biscoito saltou para a cauda da raposa, mas começou a ficar molhado. Então a raposa disse- lhe: “Sobe para as minhas costas”, disse a raposa. Assim o homem biscoito fez. Enquanto nadava, a raposa disse: “És muito pesado, estou cansada. Pula para o meu nariz”. E o homem biscoito obedeceu.

Quando chegou à outra margem, a raposa atirou o homem biscoito ao ar, com a intenção de agarrá-lo com a boca, para poder matar a sua fome. Mas o homem biscoito era mais esperto do que a raposa e fugiu correndo e dizendo: “Corre, corre, veloz e afoito, Ninguém me consegue agarrar, eu sou o Homem-biscoito!” A raposa escorregou na margem do rio, caiu à água e foi levada pela correnteza. E assim, desde esse dia, o homem biscoito corre por aí, sem que ninguém consiga apanhá-lo.

Fonte: Matéria retirada do Blog Mistérios Fantásticos.

Foto: Retirada da internet.

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