Papai Noel: A História por Trás das Cores
Quando pensamos no Papai Noel, a imagem é imediata: um velhinho simpático, de barba longa e branca, vestindo um icônico traje vermelho com bordas de pele. Mas você sabia que essa “farda” nem sempre foi o padrão? Antes de se tornar o símbolo global da publicidade, o bom velhinho já desfilou por aí em tons de verde floresta, azul profundo e até marrom terra.
Prepare o seu chocolate quente e venha descobrir como o maior ícone do Natal mudou de guarda-roupa ao longo dos séculos!

O “Pai Natal” e o Verde da Esperança
Muito antes do Polo Norte ser sua residência oficial, a figura do “Father Christmas” na Inglaterra antiga era profundamente ligada ao solstício de inverno e às festas pagãs.
Nessa época, ele era frequentemente retratado usando uma longa túnica verde, adornada com ramos de azevinho e hera. O verde não era por acaso: representava a vida que resistia ao rigor do inverno e a promessa de que a primavera retornaria. Ele não era um entregador de presentes, mas sim o espírito da hospitalidade, da bebida e da comida farta.
O Azul e o Roxo: A Moda dos Séculos XVIII e XIX
Nas ilustrações vitorianas, a imagem do Noel era uma verdadeira “semana de moda” natalina. Como não havia uma imagem oficial, os artistas desenhavam o personagem de acordo com as tradições locais:
- Azul Marinho: Muito comum em gravuras nórdicas e russas, evocando o frio intenso e o céu estrelado das noites de dezembro.
- Marrom e Cinza: Tons usados para dar um aspecto mais rústico e humilde, lembrando roupas de camponeses ou de São Nicolau em sua forma mais simples.
- Roxo: Por vezes utilizado em cartões de luxo para remeter à realeza e à autoridade religiosa de Nicolau como bispo.
O Papel de Thomas Nast e o “Padrão Vermelho”
Embora muitos digam que a Coca-Cola inventou o Noel vermelho, o mérito (ou parte dele) vai para o cartunista Thomas Nast. Em 1860, ele começou a desenhar o Papai Noel para a revista Harper’s Weekly.
Nast foi quem deu ao Noel muitas de suas características atuais: a oficina no Polo Norte, a lista de “bons e maus” e, gradualmente, a túnica vermelha brilhante. O vermelho foi escolhido para que ele se destacasse nas ilustrações em preto e branco da época e para transmitir calor e alegria.
A Consagração de Haddon Sundblom
Se Nast criou o rascunho, a Coca-Cola em 1931 foi quem “carimbou o passaporte” do Noel vermelho para o mundo todo. O ilustrador Haddon Sundblom humanizou a figura: ele usou um amigo (e depois a si mesmo no espelho) como modelo para criar um velhinho bochechudo, rindo e segurando uma garrafa de vidro.
A campanha foi tão massiva e durou tantas décadas que a imagem de Sundblom se tornou a face oficial do Natal, apagando da memória coletiva as versões em azul e verde.
Curiosidade Bônus: Por que a pele branca nas bordas?
Independente da cor da túnica (fosse ela verde ou azul), a pele branca nas bordas sempre esteve presente. Isso era um indicativo de status e proteção térmica nas regiões geladas da Europa. No imaginário popular, a combinação do vermelho com o branco também remete às cores do inverno: o fogo da lareira e a neve lá fora.
Curiosidade Bônus: São Nicolau era magro!
O São Nicolau histórico (o bispo que deu origem à lenda) viveu na Turquia. Ele era frequentemente retratado como um homem alto, magro e com trajes típicos de bispo. A transformação para o “velhinho fofinho” foi uma evolução cultural que uniu várias lendas europeias em um só personagem.
Conclusão: O Espírito Além do Traje
O que a história por trás das cores nos ensina é que o Natal é feito de transformações. O Papai Noel já foi um espírito da floresta, um bispo sério e um garoto-propaganda carismático.
Mas, não importa se a túnica é verde, azul ou vermelha: o que permanece é o que ele representa — a generosidade, a união familiar e a capacidade de acreditar no impossível.
E você? Já conhecia esse passado “colorido” do bom velhinho? Se pudesse criar uma nova cor para o traje dele qual seria? Deixe sua sugestão nos comentários!
